Chegou a hora: Thunderbolts* já está disponível no Disney+ desde 27 de agosto de 2025, com estreia à meia-noite no horário do Pacífico — por aqui, 4h (horário de Brasília). O lançamento marca a chegada do 36º longa do Universo Cinematográfico da Marvel (MCU) ao streaming e fecha a contagem da Fase 5, uma etapa de transição marcada por histórias mais pé no chão e personagens com moral cinzenta.
O filme completou seu ciclo nos cinemas pouco mais de três meses após a estreia nos EUA, em 2 de maio. Antes disso, a produção teve tapetes vermelhos na Europa, no Cineworld Leicester Square, em Londres, em 22 de abril, e em Los Angeles, em 28 de abril. O intervalo entre cinema e streaming acompanha a janela que a Disney tem usado para títulos do estúdio, com estreia digital seguindo o padrão de meia-noite no Pacífico, liberando o título simultaneamente em todos os fusos.
Para quem vai assistir em casa, a plataforma oferece o longa com opções de áudio e legendas conforme a disponibilidade regional. É a chance de alcançar quem pulou a sala escura, de rever cenas com calma e de notar conexões com produções anteriores do MCU. Em termos de estratégia, a chegada ao catálogo reforça a rotação já conhecida da Disney: estreia em cinema, janela curta e uso do streaming para sustentar conversa com o público e empurrar a maratona de franquias.
Dirigido por Jake Schreier, com roteiro de Eric Pearson e Joanna Calo, o filme reúne uma equipe nada convencional de anti-heróis: gente traumatizada, competente e perigosa, forçada a trabalhar lado a lado. A trama coloca esses personagens sob o comando — e a manipulação — de Valentina Allegra de Fontaine. O grupo aceita uma missão de alto risco e acaba encarando o que cada um tentou esconder por anos: culpas, segredos e decisões duvidosas.
Valentina, interpretada por Julia Louis-Dreyfus, vem aparecendo aos poucos no MCU, costurando contatos e recrutamentos desde séries e filmes anteriores. Aqui, sua rede finalmente mostra o tamanho. O elenco ainda traz Lewis Pullman, Geraldine Viswanathan, Chris Bauer e Wendell Pierce, nomes que ajudam a dar fôlego novo a uma equipe formada por figuras conhecidas.
Com 2 horas e 6 minutos e classificação indicativa PG-13 nos Estados Unidos, o longa abraça o tom de operação especial e espionagem, com humor mais seco e ação coreografada. Para quem acompanhou Black Widow, Ant-Man and the Wasp e The Falcon and the Winter Soldier, a dinâmica entre esses personagens soa familiar — e essa é parte da graça: ver peças de histórias diferentes forçadas a cooperar quando nada parece encaixar.
Nos bastidores, a produção é de Kevin Feige, com Louis D'Esposito, Brian Chapek e Jason Tamez como produtores executivos. A trilha sonora fica por conta do Son Lux, gravada no lendário Abbey Road Studios, em Londres. O álbum foi lançado em 30 de abril de 2025 por Hollywood Records e Marvel Music, mantendo a estética de texturas eletrônicas e crescendos que casam com o suspense do filme.
Para quem gosta de contexto, a ideia dos Thunderbolts nos quadrinhos nasceu nos anos 1990, concebida por Kurt Busiek e Mark Bagley: vilões que se passam por heróis e acabam, aos poucos, lidando com a própria transformação. No cinema, a Marvel adapta o conceito num registro mais conectado ao que já apresentou, sem perder o espírito de “segunda chance a quem não veste capa”.
Thunderbolts* também funciona como fecho de Fase: amarra tramas deixadas em títulos anteriores e reposiciona personagens para o que vem depois. Não é um filme de origem; é uma convergência. Com o lançamento no streaming, a Marvel amplia o alcance e permite que o público capture as pistas que, em geral, passam rápido no escuro da sala — e que costumam render assunto por semanas nas redes e nos fóruns de fãs.
Disponível globalmente no Disney+ conforme o fuso, o filme chega em um momento em que o catálogo do MCU no streaming virou ferramenta de consulta. Para quem pretende maratonar antes, vale revisitar as passagens de Yelena em Black Widow e Hawkeye, a evolução de Bucky em The Falcon and the Winter Soldier, a estreia de Ghost em Ant-Man and the Wasp, a origem da Taskmaster em Black Widow e a história recente de John Walker na TV. O mosaico fica mais nítido quando essas peças se juntam.
Wellington Barbosa
agosto 28, 2025 AT 23:30Se o Thunderbolts fechou a Fase 5, então a Fase 6 já tá no forno com tudo. Acho que a Marvel tá transformando o MCU num jogo de dominó: derruba um, cai todo o resto. E olha que nem precisei de cinema pra entender a conexão com o Falcon e o Winter Soldier - só revi o episódio 3 da série e tudo fez sentido.
paulo rodrigues
agosto 29, 2025 AT 19:22Quem tá vendo no Disney+ tá na frente da curva. O filme só funciona de verdade se você revisar as aparições anteriores de cada personagem - Yelena em Black Widow, Bucky no Falcon, John Walker na TV... É um mosaico, não um filme isolado. E a trilha do Son Lux? Perfeita pra esse tom de paranoia e redenção. O álbum inteiro merece um ouvido atento.
Aléxia Jamille Souza Machado Santos
agosto 30, 2025 AT 18:00MEU CORAÇÃO NÃO AGUENTOU QUANDO O BUCKY TÁ COM A YELENA NO FINAL 😭❤️🔥
Nath Andrade
agosto 31, 2025 AT 16:47Interessante como a Marvel resolveu adaptar os Thunderbolts sem fazer um filme de origem. É uma escolha inteligente - mas também um pouco preguiçosa. O conceito original dos quadrinhos era mais ousado: vilões que se tornam heróis por escolha, não por coerção. Aqui, tudo é manipulado pela Valentina. É o mesmo padrão repetido desde Loki. Não é inovação, é fórmula.
Thais Cely
setembro 1, 2025 AT 18:55EU NÃO AGUENTAVA MAIS VER O RED GUARDIAN SEM UMA CENA DE ELE BEBENDO VODKA E CANTANDO CANÇÕES RUSSAS 😭😭😭
Eudes Cardoso
setembro 3, 2025 AT 09:57Se você não viu o filme ainda, não perca tempo. O que ele faz é juntar os pedaços soltos da Fase 5 e dar um sentido emocional a tudo isso. Não é um blockbuster, é um retrato de gente quebrada tentando se recompor. E o Taskmaster? Ela tá no nível de um psicopata com bom senso de ritmo. Foi a melhor parte.
Kaio Fidelis
setembro 4, 2025 AT 01:06É importante notar que a narrativa do filme opera como um sistema de feedbacks emocionais, onde cada personagem representa uma arquetípica falha psicológica - trauma de infância, identidade fragmentada, culpa por ações passadas - e a estrutura narrativa, por sua vez, é construída como uma espiral de reconhecimento e confrontação, com Valentina como o agente catalisador da dissonância cognitiva, forçando-os a internalizar a própria narrativa de vilania e redefinir seu papel na ontologia do MCU como entidades moralmente ambíguas, o que, por sua vez, reforça a meta-narrativa da Fase 5 como um período de desintegração do ideal heroico clássico.
Rayane Cilene
setembro 4, 2025 AT 02:37Quem disse que heróis precisam de capa? Esses personagens são mais reais que qualquer um que já usou terno de metal. Eles são quem a gente se vê quando a vida aperta - com medo, errando, tentando de novo. O filme não é só entretenimento, é um abraço pra quem já se sentiu perdido. Parabéns, Marvel. Vocês acertaram em cheio.
Olavo Sant'Anna Filho
setembro 5, 2025 AT 22:11Essa é a Marvel vendendo nostalgia como profundidade. Todo mundo se esqueceu que o verdadeiro herói é o que escolhe ser bom, não o que é forçado. Eles transformaram vilões em protagonistas por conveniência comercial. É triste. E a Valentina? Uma manipuladora sem propósito. Não é vilã, é um plot device disfarçado de personagem.
Gabriel Felipe
setembro 7, 2025 AT 16:28o ghost merecia mais tempo na tela