Quando Leila, personagem interpretada por Carolina Dieckmann no remake atual, foi citada como responsável pela morte de Odete Roitman – a vilã inesquecível da versão de 1988‑1989 – o público ficou perplexo. O choque vem do fato de que, no enredo original, a própria Cássia Kis interpretou Leila e, segundo o criador Gilberto Braga, foi escolhida porque "tinha a cara de mais louca do elenco". Essa escolha ainda gera debates entre fãs, especialistas e quem acompanha a nova produção da Globo, escrita por Manuela Dias e dirigida artisticamente por Paulo Silvestrini.<\/p>
A novela Vale Tudo estreou em 13 de julho de 1988 na Globo, comandada pelos roteiristas Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères. Em 197 capítulos, a trama abordou corrupção, ambição e moralidade, culminando no assassinato de Odete Roitman – interpretada por Débora Bloch. O crime, revelado no último capítulo em 16 de março de 1989, registrou 40,2 milhões de telespectadores, um recorde na teledramaturgia brasileira. Na linha original, Leila casa-se com Marco Aurélio (Alexandre Nero) e, por meio de um círculo de milionários dos Roitman, cruza caminho com Maria de Fátima (Bella Campos). Quando as tramas de Maria são expostas, Leila, ainda tímida, tenta proteger a amiga. Em um tiro disparado ao acaso, acredita estar mirando em Maria, mas acaba acertando Odete. O engano, descrito no livro Gilberto Braga: O Balzac da Globo (Artur Xexéo e Maurício Stycer), revela a ironia trágica que ainda ecoa nos bastidores. "A decisão de escolher Leila como algoz foi quase um jogo de azar", lembra o diretor da época, Dennis Carvalho. "Quando Gilberto me perguntou quem havia matado Odete, a resposta foi clara: a atriz que parecia mais louca. E foi exatamente assim que o enredo ganhou força". O novo Vale Tudo, anunciado em janeiro de 2024, traz de volta os nomes mais icônicos, mas com uma pegada contemporânea. A autora Manuela Dias afirmou em entrevista ao G1 que "não vamos repetir a solução do passado. A Leila de Carolina Dieckmann tem uma trajetória própria e, por isso, não será a assassina de Odete". Os novos suspeitos incluem César Ribeiro (interpretado por Cauã Reymond), que teme perder metade da empresa TCA caso Odete morra, e Marco Aurélio (Alexandre Nero), que já tentou eliminar a vilã em um episódio anterior. Essa mudança visa surpreender a audiência que ainda lembra cada detalhe da versão clássica. Nas redes sociais, hashtags como #ValeTudoRemake e #QuemMatouOdete explodiram. Enquanto veteranos da novela defendem a fidelidade ao original, jovens telespectadores elogiam a coragem de subverter o mistério clássico. O crítico da Folha de S.Paulo, Renato Schmid, escreveu: "Manuela Dias entende que nostalgia só funciona quando acompanhada de inovação. O risco de mudar o assassino pode ser o ponto alto da nova temporada". Com a trama ainda em andamento, especialistas em dramaturgia apontam que a revelação final pode ocorrer até o décimo episódio da segunda fase, prevista para novembro de 2025. Caso o culpado seja César Ribeiro, isso abrirá caminho para uma nova disputa de poder dentro da TCA. Se for Marco Aurélio, a trama ganhará uma camada de vingança ainda mais pessoal, refletindo o clima de corrupção que permeia a novela desde seu início. Na trama de 1988‑89, Leila representava a inocência enganada. O fato de ela, por engano, matar Odete trouxe uma ironia que refletia a corrupção moral da época, além de reforçar a ideia de que até os personagens mais frágeis podem ser instrumentos de grandes tragédias. Até o momento, os nomes que surgiram são César Ribeiro, interpretado por Cauã Reymond, que tem interesse financeiro na falência de Odete, e Marco Aurélio (Alexandre Nero), já envolvido em tentativas anteriores de eliminar a vilã. Ambos possuem motivos fortes que podem culminar no assassinato. Braga, ao responder ao diretor Dennis Carvalho que a assassina deveria ser "a mulher com a cara de mais louca", definiu o tom da cena. Essa decisão criativa deu à trama um ponto de virada inesperado, consolidando o momento como um dos mais lembrados da teledramaturgia brasileira. A reação tem sido dividida: nostálgicos lamentam a quebra da tradição, enquanto fãs de novas narrativas celebram a ousadia de Manuela Dias. Nas redes, comentários como "surpresa boa" e "esperava outra coisa" mostram que a mudança está gerando engajamento. Especialistas preveem que a revelação ocorrerá entre o décimo e o décimo‑segundo episódio da segunda fase, prevista para outubro‑novembro de 2025, quando a trama ganhará maior intensidade e os personagens-chave estarão em posições decisivas.Contexto da novela original e o crime que chocou o Brasil
Como Leila se tornou a assassina de Odete
O remake de Vale Tudo: o que muda?
Reações do público e da crítica
Expectativas para os próximos capítulos
Perguntas Frequentes
Por que a escolha de Leila como assassina era tão impactante na novela original?
Quem são os novos suspeitos no remake de Vale Tudo?
Qual a importância do autor Gilberto Braga na escolha do assassino?
Como o público tem reagido à revelação de que a nova Leila não será a assassina?
Quando será revelado quem realmente matou Odete Roitman no remake?
Luciano Hejlesen
outubro 6, 2025 AT 18:14A escolha da Leila como assassina no original foi um golpe de mestre que ainda ecoa nos corredores da teledramaturgia brasileira. 🎭
Marty Sauro
outubro 20, 2025 AT 15:34Ah, então a Globo resolveu sacudir o clássico? Boa sacada, porque todo mundo já tá cansado de repetir história. 😏
Mauro Rossato
novembro 3, 2025 AT 11:54mano, esse remake tá nas ondas, cê viu? tão mudando tudo pra atrair a galera nova, mto hype.
Tatianne Bezerra
novembro 17, 2025 AT 09:14Se querem inovar, tem que ficar firme! Não deixem a nostalgia dominar, vamos cobrar essa trama com força!
Hilda Brito
dezembro 1, 2025 AT 06:34Todo mundo fala que mudar o assassino é boa sacada, mas na real é só um truque barato pra gerar hype.
Jeff Thiago
dezembro 15, 2025 AT 03:54A reformulação de um clássico televisivo como 'Vale Tudo' exige uma análise que vá além da mera expectativa de entretenimento.
Primeiramente, é imprescindível reconhecer que a escolha original de Cássia Kis como Leila, baseada na suposta "cara de mais louca", refletiu as convenções de produção dos anos oitenta.
Tal decisão foi respaldada por um contexto sociopolítico marcado por uma transição de moralidade que se manifestava nas tramas das novelas.
Do ponto de vista narrativo, o assassinato de Odete Roitman funcionou como um ponto de inflexão que consolidou o suspense como elemento central da dramaturgia.
Ao transpor esse arcabouço para o presente, a novela precisa, necessariamente, recalibrar as motivações dos personagens à luz das novas dinâmicas de poder.
A introdução de César Ribeiro como suspeito principal pode ser interpretada como uma tentativa de atualizar a crítica ao corporativismo contemporâneo.
Entretanto, a manutenção de Marco Aurélio na lista de potenciais assassinos preserva a continuidade temática da ambição desmedida.
A substituição de Leila pela nova versão de Carolina Dieckmann, contudo, traz à tona questões de identidade feminina que não eram tão exploradas na versão original.
Tal mudança permite que o autor Manuela Dias aborde a subversão de papéis tradicionais, oferecendo ao público uma perspectiva renovada sobre a agência feminina.
É relevante observar ainda que a estratégia de não repetir o assassinato original pode servir como mecanismo de mitigação de previsibilidade, ampliando a margem de surpresa.
Ao mesmo tempo, essa decisão arrisca alienar parte da audiência que valoriza a fidelidade histórica da trama.
A tensão entre inovação e nostalgia torna-se, portanto, o eixo central sobre o qual girará o sucesso ou o fracasso da nova temporada.
Os números de audiência projetados indicam que a aceitação dependerá não apenas da solução do mistério, mas também da capacidade de criar personagens complexos e coerentes.
Em síntese, o remake tem potencial para redefinir os parâmetros da teledramaturgia brasileira, desde que preserve a essência crítica que caracterizou o original.
Caso a produção consiga equilibrar esses elementos, o legado de 'Vale Tudo' será perpetuado de forma pertinente e contemporânea.
Circo da FCS
dezembro 29, 2025 AT 01:14ou seja nada mudou