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Evaristo Costa fala sobre a luta contra a Doença de Crohn e seu impacto em sua vida

Evaristo Costa fala sobre a luta contra a Doença de Crohn e seu impacto em sua vida
Davi Matos Lemos 1 outubro 2024 17 Comentários

Evaristo Costa e a Doença de Crohn: uma luta diária

Evaristo Costa, um dos jornalistas e apresentadores mais reconhecidos do Brasil, recentemente se abriu sobre uma luta pessoal que tem enfrentado com bravura: a Doença de Crohn. Este distúrbio inflamatório crônico que afeta o trato gastrointestinal mudou a vida de Costa de várias maneiras, trazendo consigo uma série de desafios físicos e emocionais.

Diagnóstico e os primeiros sinais

Em uma entrevista tocante, Costa compartilhou que sua jornada com a Doença de Crohn começou há alguns anos, quando começou a sentir sintomas que inicialmente pensou serem resultados do estresse e da pressão de seu trabalho. Perdas de peso inexplicáveis, dores abdominais intensas e um cansaço constante foram alguns dos sinais que o levaram a buscar ajuda médica. Após uma série de exames, veio o diagnóstico: Doença de Crohn.

O diagnóstico trouxe um turbilhão de emoções. Costa admite que foi um momento difícil, já que pouco sabia sobre a condição e o impacto que teria em sua vida. 'Eu sabia que algo estava errado, mas não tinha ideia do quanto isso mudaria tudo', comentou ele.

Os desafios diários de viver com Crohn

Viver com a Doença de Crohn significa lidar com uma série de sintomas incapacitantes. Costa descreveu dias em que as dores abdominais são tão severas que ele se sente incapaz de realizar atividades simples. Além disso, ele enfrenta problemas constantes com sua dieta, já que muitos alimentos podem agravar sua condição. 'É como se meu corpo estivesse contra mim', disse ele, revelando que muitas vezes sente que está 'definhando' por causa dos efeitos físicos da doença.

A doença não impõe apenas desafios físicos. O aspecto emocional também é significativo. Costa falou sobre momentos de desesperança e medo quanto ao futuro. 'Há dias em que é difícil levantar da cama, não só pela dor física, mas pelo impacto mental que isso tem. É uma batalha constante', expressou.

Resiliência e determinação

Apesar das dificuldades, Evaristo Costa demonstra uma grande resiliência e determinação para continuar lutando. Ele se dedicou a aprender sobre sua condição, adotando uma abordagem pró-ativa em seu tratamento, trabalhando em estreita colaboração com seus médicos para encontrar maneiras de gerenciar os sintomas e melhorar sua qualidade de vida.

Ele também destacou a importância do apoio da família e dos amigos durante esse período difícil. 'Minha família tem sido minha rocha. Sem eles, não sei como teria conseguido enfrentar tudo isso', disse ele. Além disso, Costa acredita que compartilhar sua história pode ajudar outros a entender melhor a Doença de Crohn e mostrar que não estão sozinhos em suas batalhas.

Conscientização e empatia

Evaristo Costa decidiu falar publicamente sobre sua condição como uma forma de aumentar a conscientização sobre a Doença de Crohn e outras doenças inflamatórias intestinais. Ele espera que sua abertura inspire outras pessoas a buscar ajuda e apoio, e que também promova uma maior empatia e compreensão entre aqueles que não enfrentam a doença.

'Acredito que falar abertamente sobre isso é crucial. Há muita desinformação e estigma em torno das doenças crônicas, e se minha história puder ajudar a mudar isso, então vale a pena', afirmou.

O impacto na carreira

Como figura pública, Evaristo Costa enfrentou o desafio adicional de lidar com sua condição de saúde enquanto mantinha sua carreira. Ele revelou que houve momentos em que pensou em desistir, mas o amor pelo trabalho e o desejo de continuar informando e inspirando os outros o mantiveram firme. 'Há dias em que é difícil, mas o jornalismo é minha paixão. Não gostaria de fazer outra coisa', declarou.

Sua jornada serve como um lembrete poderoso de que mesmo aqueles que parecem ter tudo sob controle podem estar enfrentando batalhas invisíveis. Costa continua a ser um exemplo de coragem e perseverança, tanto em sua vida pessoal quanto profissional.

O futuro com Doença de Crohn

O futuro pode parecer incerto, mas Evaristo Costa permanece esperançoso. Ele se comprometeu a continuar aprendendo e se adaptando, sempre procurando novas maneiras de melhorar sua saúde e bem-estar. Costa também expressou sua gratidão pelos avanços na medicina e pela comunidade crescente de suporte para pessoas com Doença de Crohn.

'Ainda há muito a aprender sobre essa doença, mas sou grato por todo o apoio que recebi', concluiu. A história de Evaristo Costa não é apenas sobre a luta contra uma doença, mas também sobre a força do espírito humano e a importância de não desistir, independentemente dos obstáculos que a vida apresenta.

17 Comentários

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    Aléxia Jamille Souza Machado Santos

    outubro 3, 2024 AT 07:42
    Meus olhos encheram de lágrimas lendo isso 😭❤️ Você é um guerreiro, Evaristo. Não sabe o quanto sua coragem inspira pessoas como eu que também lidam com coisas invisíveis.
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    Rayane Cilene

    outubro 4, 2024 AT 22:52
    Isso aqui é o tipo de história que muda vidas. Ninguém deveria se sentir sozinho por causa de uma doença que a sociedade ignora. Parabéns por falar, por lutar, por não desistir.
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    Eudes Cardoso

    outubro 6, 2024 AT 19:49
    Acho que ninguém entende direito o que é viver com uma doença crônica até que te pegue na pele ou na família. Evaristo mostrou que força não é não sentir dor é continuar mesmo quando o corpo pede pra parar
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    Thais Cely

    outubro 7, 2024 AT 10:52
    EU JÁ TIVE UM AMIGO QUE MORREU POR CAUSA DISSO NÃO DEIXEM NINGUÉM PASSAR POR ISSO SOZINHO!!!!!!!
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    Kaio Fidelis

    outubro 7, 2024 AT 15:40
    É fascinante como a neuroinflamação sistêmica associada à Doença de Crohn, mediada por citocinas como IL-6 e TNF-α, pode desencadear uma cascata de disfunções psicossomáticas, incluindo fadiga crônica, depressão atípica e disbiose intestinal, o que explica, em parte, a severidade do impacto funcional e emocional descrito por Costa. A abordagem multidisciplinar é essencial.
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    Olavo Sant'Anna Filho

    outubro 9, 2024 AT 06:44
    Todo mundo quer ser herói. Mas e se ele só tiver sorte de ter acesso a bom médico e dinheiro pra pagar o tratamento? Não é coragem, é privilégio.
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    paulo rodrigues

    outubro 9, 2024 AT 08:43
    A Doença de Crohn afeta cerca de 120 mil brasileiros, segundo a ABDD. A maioria demora 5 a 7 anos para ser diagnosticada. O fato de Evaristo ter falado abertamente ajuda a reduzir esse tempo. Informação salva vidas.
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    Gabriel Felipe

    outubro 10, 2024 AT 01:57
    eu não sabia que ele tinha isso e agora eu entendo porque ele parecia tão cansado nos últimos anos
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    Andressa Sanches

    outubro 10, 2024 AT 18:24
    Às vezes a maior revolução não é derrubar um governo, mas levantar da cama mesmo quando o corpo não quer. Evaristo é um filósofo da resistência silenciosa.
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    Caroline Pires de Oliveira

    outubro 11, 2024 AT 01:14
    Tem muita gente que acha que é só dieta. Não é. É imunidade desregulada. Seu corpo ataca você. Isso não é falta de força.
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    Nath Andrade

    outubro 12, 2024 AT 03:10
    É impressionante como alguém com tanta visibilidade ainda consegue manter a humildade. Não é só coragem, é elegância na dor. 🤎
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    maria eduarda ribeiro

    outubro 13, 2024 AT 04:33
    Ah sim claro, o jornalista famoso que sofre, que triste... e os outros 119.999 que ninguém vê? A mídia só se importa quando é rico e bonito.
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    Irene Araújo

    outubro 13, 2024 AT 11:41
    você tá errado maria eduarda, ele tá falando pq ele tá vivo pra falar, e isso é o que importa, se vc tá aqui reclamando é pq vc tá vivo também, então faz alguma coisa útil
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    Michelly Braz

    outubro 14, 2024 AT 14:28
    Se ele fosse um pobre que não tem acesso a tratamento, ninguém ia ligar. É só marketing.
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    Tiago Augusto Tiago Augusto

    outubro 15, 2024 AT 04:29
    A vida é dura pra todo mundo. Mas quando alguém escolhe falar, mesmo com medo, ele abre espaço pra outros se sentirem vistos 🌱
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    Ciro Albarelli

    outubro 16, 2024 AT 15:23
    A exposição mediática de condições de saúde crônicas, quando realizada com rigor ético e precisão científica, contribui significativamente para a desestigmatização e a promoção da saúde pública. O Sr. Costa demonstrou maturidade e responsabilidade ao assumir a condição de porta-voz, o que constitui um modelo de conduta pública exemplar.
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    Wellington Barbosa

    outubro 17, 2024 AT 00:23
    Será que ele já tentou a dieta low-FODMAP? Ou testou com o gastroenterologista da USP que faz pesquisa com microbioma?

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