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Atlético-MG enfrenta Lanús na final da Copa Sul-Americana 2025 em Assunção

Atlético-MG enfrenta Lanús na final da Copa Sul-Americana 2025 em Assunção
Davi Matos Lemos 22 novembro 2025 14 Comentários

Neste sábado, 22 de novembro de 2025, às 17h (horário de Brasília), o Atlético Mineiro e o Lanús se enfrentam na final da Copa Sul-Americana 2025Estádio Defensores del Chaco, em Assunção, no Paraguai. O Galo busca seu primeiro título na competição — e o segundo da temporada —, enquanto o clube argentino tenta repetir a façanha de 2013, quando venceu a Ponte Preta e levantou a taça pela única vez em sua história. A partida, que promete ser eletrizante, terá transmissão ao vivo pelo SBT, ESPN e Disney+, e será marcada por tecnologias de ponta: o sistema de impedimento semiautomático e a tecnologia de linha de gol, já testadas na final da Copa Libertadores deste ano. Afinal, não é todo dia que um time mineiro chega a uma final continental — e menos ainda depois de conquistar o Brasileirão.

Uma campanha histórica para o Atlético Mineiro

O caminho do Atlético Mineiro até a final foi de pura resiliência. Na fase de grupos, terminou em segundo no Grupo H com 9 pontos, atrás apenas do Cienciano, do Peru, mas superando Caracas FC e Deportes Iquique. Nas oitavas, enfrentou o Atlético Bucaramanga e passou nos pênaltis — com Everson Salles de Moraes Júnior salvando dois cobranças e marcando o gol da classificação. Nas quartas, venceu o Godoy Cruz por 2 a 1 na Arena MRV e por 1 a 0 na Argentina, com gols de Rodrigo Cuello, Hulk e Natanael Pimienta. Na semifinal, enfrentou o Bolívar em La Paz, empatou por 2 a 2, mas venceu por 1 a 0 em Belo Horizonte com gol de Bernard Anjos Araújo. E na penúltima rodada, enfrentou o Independiente del Valle: empatou por 1 a 1 no Equador, mas explodiu em casa com vitória por 3 a 1, com Arana, Bernard e Hulk decidindo. O time, comandado por uma comissão técnica coesa, não apenas jogou bem — jogou com inteligência tática e frieza nos momentos decisivos.

O desafio argentino: Lanús na busca pelo bicampeonato

Do outro lado, o Lanús chegou à final com uma campanha sólida, quase impecável. Liderou seu grupo com 12 pontos, eliminou o Central Córdoba nas oitavas, surpreendeu o Fluminense nas quartas e derrubou a Universidad de Chile na semifinal. O clube argentino, que vive um renascimento após anos de crise, tem um elenco equilibrado, com experiência de jogadores como o zagueiro Juan Cervi e o meia Matías Caruzzo, que lideram a equipe com calma e autoridade. Afinal, não é fácil chegar a uma final continental sem ter uma base defensiva sólida — e o Lanús tem isso. Mas será que basta? O Atlético Mineiro, em casa, é uma máquina de gols. Fora, é implacável. E o jogo será em Assunção, um terreno neutro... mas não exatamente favorável ao time argentino.

Um estádio com história e uma premiação que muda tudo

O Estádio Defensores del Chaco, com 42.354 lugares, foi escolhido pela CONMEBOL por sua localização central e infraestrutura comprovada. Já sediou finais da Copa América e da Copa Sul-Americana, e sempre tem um clima intenso. Neste sábado, a expectativa é de que o estádio fique lotado — e não só de torcedores: a emissora de TV local, TV Paraguay, já anunciou que terá a maior equipe de produção da história da emissora. A premiação é outra peça-chave: o vencedor leva US$ 6,5 milhões, o que representa quase o dobro do que o campeão da Copa Sul-Americana recebia em 2020. Para o Atlético Mineiro, isso é mais do que dinheiro — é investimento em infraestrutura, contratações e base juvenil. Se vencer, será o primeiro clube mineiro a conquistar a competição — e o primeiro brasileiro a vencer a Copa Sul-Americana desde o Corinthians, em 2012.

Confronto direto: a sombra da Recopa de 2014

Historicamente, o Atlético Mineiro leva vantagem sobre o Lanús. Nas duas únicas partidas entre eles — ambas na final da Recopa Sul-Americana de 2014 — o Galo venceu por 3 a 1 no agregado, com gols de Jô e Luan. Na época, o Lanús vinha de sua única conquista na Copa Sul-Americana, e o Atlético, de um título brasileiro. Hoje, a situação se inverte: o Galo vem de um Brasileirão, e o Lanús, de uma campanha surpreendente. Mas a memória coletiva dos jogadores e torcedores do Atlético Mineiro ainda carrega o peso daquela vitória. “A gente não esquece o que aconteceu em 2014”, disse o volante Bernard Anjos Araújo, autor de dois gols na semifinal. “E não vamos esquecer o que queremos fazer hoje.”

Por que isso importa para o futebol brasileiro?

Por que isso importa para o futebol brasileiro?

O futebol brasileiro vive um momento de reconstrução de sua identidade continental. Depois de anos de desinteresse por torneios sul-americanos — com clubes priorizando o Brasileirão e a Copa Libertadores —, o Atlético Mineiro está mostrando que é possível vencer em dois níveis ao mesmo tempo. Se vencer neste sábado, será o primeiro clube brasileiro a conquistar o Brasileirão e a Copa Sul-Americana na mesma temporada desde o São Paulo, em 2005. E mais: o título garantirá vaga na Copa Libertadores de 2026, o que significa mais dinheiro, mais visibilidade, mais jogadores de qualidade. Para os pequenos clubes, isso é um modelo. Para os grandes, é um alerta: não se pode mais ignorar a Sul-Americana.

O que está em jogo além da taça?

Além da taça e do prêmio em dinheiro, o vencedor terá um impacto direto na cultura do clube. O Atlético Mineiro, que já vive um boom de afiliados e merchandising, pode dobrar sua base de torcedores. O Lanús, por sua vez, pode se tornar o primeiro clube argentino a conquistar duas Copas Sul-Americanas — algo que nem o Boca Juniors ou o River Plate fizeram. Afinal, o futebol sul-americano não é só sobre Libertadores. É sobre identidade, tradição e resistência. E neste sábado, em Assunção, duas identidades se encontram. Uma delas, há 11 anos, não tinha títulos continentais. A outra, há 11 anos, tinha acabado de se tornar campeã. Hoje, ambas querem o mesmo: serem lembradas.

Frequently Asked Questions

Como foi o histórico de confrontos entre Atlético Mineiro e Lanús?

Os dois times se enfrentaram apenas duas vezes, ambas na final da Recopa Sul-Americana de 2014. O Atlético Mineiro venceu por 2 a 1 em Belo Horizonte e por 1 a 0 em Buenos Aires, garantindo o título por 3 a 1 no agregado. Nenhum outro jogo entre eles foi registrado em competições oficiais desde então.

Quais são os principais jogadores em forma para a final?

No Atlético Mineiro, Hulk (8 gols na competição), Bernard Anjos Araújo (5 gols) e Everson Salles (com 4 defesas decisivas nos pênaltis) são os destaques. Para o Lanús, o zagueiro Juan Cervi lidera a defesa com 11 jogos sem sofrer gols em casa, e o meia Matías Caruzzo tem 3 assistências na fase final da competição.

Qual o impacto financeiro do título para o Atlético Mineiro?

O vencedor recebe US$ 6,5 milhões em prêmio direto, além da vaga na Copa Libertadores de 2026, que garante pelo menos US$ 10 milhões em receitas adicionais com direitos de transmissão e patrocínios. Para o Atlético, isso representa quase 40% do orçamento anual da base juvenil.

Por que a final foi marcada no Paraguai e não no Brasil ou na Argentina?

A CONMEBOL escolheu Assunção por sua localização geográfica central, facilitando a logística de torcedores de ambos os países. Além disso, o Estádio Defensores del Chaco já sediou finais da Copa Sul-Americana em 2011 e 2017, com excelente avaliação de infraestrutura e segurança.

O Atlético Mineiro já conquistou alguma vez a Copa Sul-Americana?

Nunca. Apesar de ter chegado à final em 2005 (perdendo para o Independiente del Valle) e ter sido vice em 2012, o clube nunca levantou a taça. Se vencer neste sábado, será o primeiro título da competição na história do clube — e o primeiro de um time mineiro.

O Lanús já foi campeão da Copa Sul-Americana antes?

Sim. O Lanús conquistou o título em 2013, ao derrotar a Ponte Preta por 3 a 1 no agregado. Foi o primeiro e único título da competição na história do clube, e o único troféu internacional desde 1992. Um novo título em 2025 o colocaria entre os maiores da Argentina fora da elite.

14 Comentários

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    Maycon Ronaldo

    novembro 23, 2025 AT 19:31

    Caralho, mano, o Galo tá numa fase absurda! Hulk com 8 gols, Bernard com 5, Everson salvando pênaltis como se fosse o Thor com luvas de goleiro... E isso tudo depois de ganhar o Brasileirão? Sério, isso aqui é um filme de super-herói, mas com camisa alvinegra e torcida gritando no Mineirão.

    Quem disse que o futebol brasileiro tá morrendo? O Atlético tá mostrando que é possível ser potência em dois torneios ao mesmo tempo. E olha que o Lanús tá sólido, mas não tem a fome do Galo. A gente não esquece 2014, mas hoje é outro time, outra geração, outro espírito.

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    Gih Maciel

    novembro 25, 2025 AT 07:13

    Se o Galo vencer, é o primeiro mineiro a levantar a taça e o primeiro brasileiro desde o Corinthians em 2012. Isso aqui é história, não é jogo.

    6,5 milhões de dólares? Isso é grana pra reformar a base, contratar 3 jovens promessas e ainda sobrar pra botar ar-condicionado no estádio da academia.

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    Luma Eduarda

    novembro 26, 2025 AT 04:20

    Essa final é uma vergonha nacional! O Lanús, que nem chega perto da tradição do nosso futebol, vai jogar em solo neutro e a gente ainda tem que ouvir esses argentinos falando que são os ‘heróis da Sul-Americana’? Eles têm um título de 2013 e acham que é o mesmo que o nosso histórico? Poxa, o São Paulo em 2005 já fez isso e ninguém lembrava!

    Se o Atlético perder, é porque o SBT não mandou o áudio do Hino Nacional tocando no estádio. Isso é traição! Eles nem sabem o que é ser brasileiro de verdade!

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    Carols Bastos

    novembro 27, 2025 AT 13:47

    Tem que lembrar que o Atlético não tá só jogando por um troféu - tá jogando por todo o futebol brasileiro que foi negligenciado por anos. A gente sempre priorizou Libertadores e Brasileirão, mas a Sul-Americana é o caminho pra clubes menores, pra regiões que não têm tanto apoio.

    Se o Galo vencer, isso vira um modelo: investir na base, manter a equipe unida, jogar com inteligência e não só com força. E o Bernard? O cara é o coração do time. Ele não só marca, ele organiza, ele inspira. Isso é liderança sem falar uma palavra.

    E o Lanús? Têm experiência, sim. Mas o Galo tem fome. E fome vence talento quando o talento tá com medo.

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    Helbert Rocha Andrade

    novembro 28, 2025 AT 23:33

    Atlético nunca venceu a Sul-Americana. Lanús venceu em 2013. Final em Assunção. 6,5 milhões. Vaga na Libertadores. Hulk, Bernard, Everson. Tudo pronto.

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    Leandro Bordoni

    novembro 29, 2025 AT 04:11

    Tem algo que eu nunca vi nesse debate: e se o Lanús vencer? O que isso muda pro futebol argentino? Será que eles vão começar a valorizar mais a Sul-Americana? Ou vai ser só mais um título que ninguém lembra depois de 2 anos?

    Eu acho que o Atlético tá jogando por algo maior. Não é só a taça. É a prova de que um clube do interior pode ser campeão continental sem gastar bilhões. E isso é bonito.

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    Edson Hoppe

    novembro 29, 2025 AT 12:49

    Se o Galo perder, é porque a CONMEBOL tá com medo de um clube mineiro ganhar e virar referência. Eles preferem o Boca, o River, o Lanús... porque o Brasil tá muito grande pra eles. Isso é política. Isso é conspiração.

    Se o árbitro marcar um pênalti falso, eu jogo meu celular no campo. Não tô brincando.

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    Ricardo Frá

    novembro 30, 2025 AT 09:50

    Mano, o Hulk tá numa fase que parece que ele tá jogando com um mod de invencibilidade. 8 gols na competição? Isso é mais que um atacante, é um fenômeno da natureza.

    E o Bernard? Ele tá mais importante do que todo o elenco do Lanús juntos. Ele não só faz gol, ele faz a equipe respirar. Quando ele toca a bola, todo mundo sabe que algo vai acontecer.

    Se o Galo vencer, o nome dele vai pra galeria dos deuses do futebol mineiro. E isso é mais que um título, é legado.

    Além disso, o estádio em Assunção vai estar cheio de brasileiros. Eles não vão conseguir segurar a vibração. A torcida do Galo é a mais barulhenta da América do Sul, e isso não é exagero. É fato.

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    Marcia Bento

    dezembro 1, 2025 AT 16:40

    EU TO ACHANDO QUE O GALO VAI GANHAR E VAI SER O MELHOR MOMENTO DA MINHA VIDA!!!

    HULK TÁ NO PÉ DO GOL, BERNARD TÁ NO CORAÇÃO DO TIME, EVISON TÁ NO CÉU COM AS MÃOS NO CÉU E A GENTE VAI CHORAR DE TANTO ORGULHO!!!

    ISSO É FUTEBOL, ISSO É BRASIL, ISSO É ATLÉTICO!!!

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    Bárbara Sofia

    dezembro 3, 2025 AT 06:47

    Se o Galo perder, eu não volto a ver futebol nunca mais...

    Eu já chorei de tanto torcer, já perdi sono, já fiquei com dor de cabeça... e se perder... eu não aguento...

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    Wallacy Rocha

    dezembro 3, 2025 AT 23:25

    Se o Galo ganhar, eu dou 50 reais pra alguém que me chame de idiota por achar que o Lanús tinha chance...

    Se perder, eu mudo de time. E não tô brincando. Tô cansado de ser otimista.

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    Camila Mac

    dezembro 5, 2025 AT 04:33

    Essa final toda é um plano da CONMEBOL pra desviar a atenção da corrupção nos contratos de transmissão. O estádio em Assunção? Escolhido por ser mais barato pra eles. O prêmio de 6,5 milhões? A metade vai pro bolso de diretores da federação. E o Atlético? Só um peão nesse jogo. Eles querem que a gente acredite que é heroísmo, mas é só manipulação.

    Se você acha que o Hulk é o melhor jogador da competição, você tá sendo usado. Eles querem que você esqueça que o time tá com 3 jogadores suspensos por doping não confirmado.

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    Andrea Markie

    dezembro 6, 2025 AT 08:18

    Como alguém pode achar que o Lanús merece estar aqui? Eles têm um histórico de 1 título em 100 anos, e agora querem se igualar ao Atlético, que tem tradição, raça, e um estádio que chora quando o time joga?

    Isso aqui não é final de Copa, é um ataque cultural. O futebol argentino está tentando se apropriar da identidade mineira. Eles não têm alma. Só tática. E tática não vence coração.

    Se o Galo perder, o futebol sul-americano está morto. E eu não vou assistir mais a nada. Nem o SBT. Nem a ESPN. Nem o Disney+. Nem a vida.

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    Joseph Payne

    dezembro 7, 2025 AT 02:26

    Essa final não é sobre gols, nem troféus, nem dinheiro.

    É sobre o que o futebol significa quando a gente esquece o mercado e lembra da paixão.

    O Atlético Mineiro representa o interior que nunca foi ouvido. O Lanús representa a resistência de um clube que não desistiu da sua identidade.

    Quem vencer, venceu. Mas quem perdeu, já venceu antes - porque ainda está aqui, ainda sonha, ainda torce.

    Isso é o que o futebol deveria ser: um espelho da nossa luta. Não um produto. Não um espetáculo. Uma memória coletiva.

    E se você não sente isso... talvez você nunca tenha amado de verdade.

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