Na noite de sexta-feira, 28 de novembro de 2025, o Santos Futebol Clube deu um soco no abismo da rebaixamento ao derrotar o Sport Club do Recife por 3 a 0, no Estádio Urbano Caldeira (Vila Belmiro), em Santos. O jogo, válido pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A de 2025Santos, São Paulo, não foi só uma vitória — foi uma sentença. O Neymar da Silva Santos Júnior, aos 32 anos, desempenhou uma atuação de gala, com passes decisivos, movimentação constante e uma presença que paralisou a defesa adversária. E o mais importante: com esse resultado, o Juventude Esporte Clube foi matematicamente eliminado da luta por permanência na elite do futebol brasileiro.
O segundo gol veio aos 37 minutos do segundo tempo, com Souza cruzando da direita, e Guilherme finalizando com categoria. O terceiro, aos 42 minutos, foi obra de Lucas Lima, que, aos 34 anos, ainda tem o pé mágico. Ele roubou a bola no meio-campo, acelerou, e lançou para Lautaro, que, com calma, passou por dois marcadores e finalizou com precisão. O estádio explodiu. Os torcedores que haviam chegado com medo de ver o Santos afundar, agora gritavam como se já tivessem garantido o acesso.
Isso fez do Juventude Esporte Clube o primeiro time virtualmente rebaixado da temporada. O clube, fundado em 1913, que já brilhou nos anos 2000 com títulos nacionais, agora enfrenta o possível retorno à Série B após 11 anos. A emoção foi contida em Caxias do Sul. Em Santos, foi comemorada como redenção.
Para o Santos, esta não foi apenas uma vitória. Foi uma lição de caráter. Em um clube que já foi símbolo de glória no Brasil, com Pelé, Coutinho, Pepe, a pressão é imensa. Mas, nesta noite, a equipe mostrou que ainda tem alma. Que ainda tem coragem. Que ainda tem Neymar.
Com 41 pontos após a vitória sobre o Sport, o Santos está sete pontos à frente do Juventude, o pior time da zona de rebaixamento. Mesmo que o Santos empatasse contra o Mirassol e o Juventude vencesse seus dois jogos restantes, o gap de sete pontos seria insuperável, já que só restam dois jogos — o máximo de pontos que o Juventude poderia somar seria 40. Um empate garante a permanência.
O Juventude ainda tem dois jogos pela frente, então tecnicamente ainda pode pontuar. Mas, com 34 pontos e sete de diferença para o Santos, mesmo vencendo ambas as partidas, ele não alcançaria o 16º colocado. A matemática é irrefutável: o mínimo que o Santos precisa é um empate. Por isso, a eliminação é considerada virtual — a confirmação oficial virá se o Santos não vencer sua próxima partida.
Neymar não marcou, mas foi o catalisador do jogo. Ele atraiu marcações duplas, criou espaços para Lautaro e Guilherme, e manteve o ritmo ofensivo mesmo quando o Sport tentava recuar. Seu desempenho elevou o nível da equipe inteira — algo que o Santos não tinha visto desde o início do ano. Foi uma atuação de líder, não apenas de estrela.
Manter-se na Série A é o primeiro passo. Mas a vitória contra o Sport mostrou que, com foco e liderança, o clube ainda pode se reestruturar. O próximo passo é contratar jogadores de qualidade na janela de transferências, evitar a perda de talentos jovens e manter a estabilidade técnica. A permanência em 2026 pode ser o início de uma nova era, não só de sobrevivência, mas de reconstrução.
O Sport, com 40 pontos, caiu para a 14ª posição e perdeu a chance de se aproximar da zona de classificação para a Copa do Brasil. A derrota em casa, diante de um rival direto, é um golpe psicológico. Com apenas uma rodada restante, o clube precisa vencer o Athletico-PR e torcer por resultados favoráveis para terminar entre os 12 primeiros — algo que parece cada vez mais distante.
O gol contra não foi só um erro. Foi o reflexo da pressão que o Santos impôs desde o primeiro minuto. O Sport, que vinha de uma sequência de jogos ruins, cedeu à ansiedade. O escanteio foi bem cobrado, a defesa se confundiu, e o próprio goleiro não conseguiu controlar a bola. É o tipo de gol que define temporadas inteiras — não por mérito direto, mas por incapacidade de resistir.